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Big Riso

O que é o Big Riso?

30 out 2017 · 5 min de leitura

Institucional – Responsabilidade social

Tudo começou em 15/08/1987, quando uma professora de Física me perguntou se eu conhecia alguém para “animar” a festa do filho dela. E eu na maior “cara de pau”, disse que sim… “Eu fazia aquilo”. Mentira, nunca havia feito um trabalho de animação em toda minha vida, como por exemplo, me vestir de palhaço. No máximo eu era monitora de um acampamento infantil.

Fizemos a tal festa no dia 23/08, eu e uma amiga, e outra no dia 24, mas essa foi para a minha família. Nesta estávamos eu, essa amiga e meu irmão. O Pessoal adorou e elogiou bastante e a partir daí fiquei motivada a trabalhar com isso.

Resolvi colocar meu primeiro anúncio no jornal: Turma do Pirulito. Fizemos algumas festas de aniversário, até que um dia uma pessoa me telefonou, o Elias, e me perguntou se eu não queria fazer festas em empresas.Aceitamos na hora, mas não parei por aí. Disse para ele que eu tinha uma equipe com vários palhaços e que quantos ele precisasse, eu arrumaria. Tudo mentira também. A minha equipe era apenas eu, minha amiga e meu irmão.Só que ele acreditou, e aí começaram as dezenas de festas em empresas. “Roberta, preciso de 20 palhaços para depois de amanhã..” E eu saia em busca do pessoal. Olhava para a cara dos meus amigos e dizia: “Você tem uma cara de palhaço! Não quer trabalhar comigo?”.

Durante esse período, eu soube de uma festa para crianças carentes no bairro do Ipiranga, que acontecia no mês de outubro. Pedi para participar, obviamente, sem qualquer ônus. E assim foi…
De lá para cá, já se passaram 17 anos. As festas “profissionais” ficaram para trás, mas nunca mais deixamos de fazer as festas no Clube Atlético Ipiranga. Sempre que possível, levávamos palhaços, balões pula-pula ou recreadores. Mas eu achava que uma vez por ano era muito pouco, e eu gostaria de trabalhar mais com crianças carentes.

Assistindo Patch Adams, filme em que a personagem principal interpretado por Robin Willians se infiltra em um hospital para alegrar as crianças internadas com suas palhaçadas, eu me perguntei: “porque não?”.

Em julho de 2002, fizemos uma apresentação deste filme na MBigucci e logo após perguntamos se alguém tinha interesse em fazer esse tipo de trabalho na empresa. Muitos se empolgaram e então começou a minha busca de informações. Primeiro fui atrás de uma equipe já tradicional na área, mas eles não aceitam voluntários, pois é necessário um curso. Depois descobri um cara que trabalha com isso em Curitiba. Encontrei com ele numa convenção em São Paulo, e ele se propôs a ajudar, mas tínhamos que ir para Curitiba para ver seu trabalho. Fui duas vezes para lá, mas não conseguimos nos encontrar. Então decidi, fazer sem experiência. Fui em busca de hospitais para trabalhar.Todos recusavam o nosso trabalho, ou porque já tinham, ou porque a direção não autorizava.

Falamos até com uma corretora de seguro saúde, que também se propôs a ajudar, mas mesmo assim, não conseguimos nada. Só não desisti, porque eu sempre achei que podia fazer algo.

Quase um ano e meio depois, por coisa de Deus, meu pai pediu para que eu entregasse a renda da venda do livro dele para Dna. Clotilde Dib. Nunca entendi, porque eu deveria fazer aquilo, se ele tinha uma secretária que fazia isso. Mas como eu disse, só pode ter sido coisa de Deus.

Liguei para ela para saber onde levar o cheque, e também não sei porque, perguntei, que tipo de entidade ela presidia. A resposta: Crianças com Câncer.

No ato, eu perguntei se eu não podia levar a nossa equipe de palhaços para alegrar essas crianças. Ela concordou de imediato. Logo em seguida, fomos até o Hospital para conhecer, e na outra semana fomos ver a festa de Natal das crianças.

Ainda assim, por vários empecilhos, que pareciam estar fazendo com que desistíssemos, só em outubro de 2004 é que nos reunimos para começar. Agendamos a 1º visita para 08/11/2004 e após uma reunião, lá fomos nós. Eu, a Mônica Elaine e a Cecília.

Foi muito bom, apesar de que nada do que programamos ter dado certo. Logo nessa primeira visita, uma enfermeira nos disse que uma criança que lá estava nunca havia sorrido, e a Mônica fez com que isso acontecesse.

Na mesma semana fizemos uma reunião para divulgar a todos os interessados, o nosso trabalho e fomos na 25 de Março adquirir mais roupas e acessórios para a nossa equipe, que agora já não se chamava mais Turma do Pirulito, mas sim, BIG RISO.

O “Big Riso” vai ao ar todas as Segundas-Feiras, das 8:00 hs às 10:30 hs, na Oncologia da Fundação Santo André, e conta com a participação de vários colaboradores da empresa MBigucci. Hoje temos a certeza de que o pontapé inicial foi dado e que a sementinha da ajuda ao próximo foi plantada.

A recompensa certamente nos virá, através das alegrias e da certeza de que estamos tornando um pouco melhor a vida (ou uma fase dela) daqueles seres pequeninos, e que ao mesmo tempo tão grandes para nos ensinar.

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